Celulose e madeira foram as responsáveis pelo incremento de 40% no trabalho dos arrumadores

13 de Janeiro de 2016 « voltar

Na tarde desta segunda-feira (11), o presidente do Sindicato dos Arrumadores de Rio Grande e São José do Norte, Amarante Greque Couto, acompanhado do diretor secretário Rogério Veleda; do tesoureiro José Caldeirão e do diretor de esporte do Sindicato, Marcos Gonçalves, expuseram as realizações de 2015 e as perspectivas para o ano que iniciou. 

Segundo o diretor secretário do Sindicato, Rogério Veleda, o último ano foi de sucesso para os arrumadores. “Foi um ano muito produtivo, estivemos inseridos em todos os assuntos portuários, e, devido à vice-presidência na Fenccovib, pude participar de muitos eventos, nos quais foram debatidos e já estão sendo encaminhadas questões muito importantes como a qualificação e uma nova política para o trabalhador portuário”, disse Veleda. 

O presidente do Sindicato, Amarante Greque Couto, contou ainda que a celulose e a madeira foram as responsáveis pelo incremento de 40% no trabalho dos arrumadores. "E muito desse aumento se deve ao acordo coletivo firmado entre o Sindicato e a Sagres Agenciamentos Marítimos", destacou.

 

Acordo Coletivo e outras metas 

Segundo Couto, uma das metas para 2015 era a assinatura do acordo coletivo entre empresas e sindicatos, porém, apenas uma empresa, das oito que utilizam a mão de obra do Sindicato, assinou o acordo. Desta forma, há uma discrepância entre valores de diárias – que chegam a divergir em mais de R$100, gerando revolta entre os trabalhadores e até motivando intenções grevistas. Dessa forma, a luta pelo acordo coletivo continua como meta para 2016. 

Veleda explicou que já são 17 meses de incansáveis negociações abertas. “São muitas reclamações. Para nós, a negociação é prioridade, mas tem empresas que não negociam, o empresário tem que sentar com o trabalhador para resolver isso. Eles [empresas] alegam que o custo da mão de obra está muito alto, mas não sabemos, afinal, não conhecemos o lucro das empresas”. E outra questão apontada como meta é o dialogo com os trabalhadores sobre as novas regras de escalação.

 

 

Conquistas 

O tesoureiro do Sindicato, José Caldeirão, contou que, além do acordo firmado com a empresa Sagres, por exemplo, foram várias as conquistas sociais do Sindicato, durante as últimas gestões. Segundo ele, são cerca de 340 trabalhadores ativos que contam com seguro de vida, transporte, plano de saúde, atendimento odontológico, auxílio-funeral, entre outros benefícios. 

Caldeirão contou também que, à época das chuvas de granizo e dos destelhamentos em Rio Grande, o Sindicato comprou R$ 35 mil em telhas para disponibilizar aos associados, quepuderam pagar as telhas diretamente para o Sindicato, em diversas parcelas. 

Veleda complementou, dizendo que “todos os avanços sociais conquistados não poderão ser mexidos, vamos lutar pra continuar a oferecer esses benefícios aos arrumadores”, concluiu.

 

Expectativas 

Sobre a movimentação, o presidente disse que a expectativa é de um bom ano pela frente, “esperamos um aumento de cargas de projeto, e tudo indica que as exportações vão continuar fortes, devido ao alto valor do dólar”. E colocou também, novamente, como uma expectativa, a questão do acordo coletivo. “Esperamos equalizar o acordo, buscando a equiparação dos valores a partir de uma negociação exitosa”, concluiu.

 

Por Esther Louro
esther@jornalagora.com.br 

Fonte: Jornal Agora

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